Não são raros os
casos de profissionais que não se sentem valorizados por parte da empresa, seja
pelos treinamentos programados em que seu nome não está incluso, pela ocupação
de vagas internas em outras áreas em que não participou do processo seletivo,
pela falta de uma promoção que acredita já deveria ter ocorrido, enfim, de
oportunidades que apareceram e que, por um motivo ou outro, não é sequer lembrado.
Será que ninguém
enxerga o meu trabalho? Ninguém está vendo o quanto estou contribuindo para
esta empresa? Quando serei reconhecido por isso? Não adianta, por mais que eu
faça não serei reconhecido pelo meu chefe!
Talvez muitos
estejam vivenciando estas indagações e como não poderia deixar de ser, também
não encontram respostas para tais questionamentos. Com certeza também já deve
ter pronunciado a famosa frase "até fulano foi promovido e eu não
fui!", ou "fulano que está aqui há 6 meses já recebeu um aumento e eu
nada!" e ainda, num momento de maior descontrole ou descontentamento
"aquela besta, puxa saco, recebeu promoção e eu com minhas inúmeras
competências continuo aqui, sem o reconhecimento do meu chefe!".
Não se está
buscando aqui indicar quem está errado ou se há alguém errado nestas situações,
até porque o erro pode estar em ninguém ou estar em ambos, ou seja, no chefe
(empresa) por realmente não reconhecer quem deveria ou no profissional, por
continuar numa empresa que não presta a devida recompensa no seu valor
profissional e continua suportando este "empreguinho" por imaginar
ser o único, ainda que diante de uma situação econômica mundial desfavorável.
Há uma estória
(de autor desconhecido) que já é bastante conhecida no mercado profissional e achei
interessante reproduzí-la abaixo:
MOTIVAÇÃO
Por
que não fui promovido?
João
entra na sala do diretor da empresa e reclama:
-
“Por que não fui promovido no lugar de Antônio? Afinal, tenho 15 anos de
empresa e o Antônio, só cinco”!
O
diretor, ouvindo um barulho de caminhões na rua defronte ao escritório, disse a
João:
-
“Por favor, veja o que é esse barulho aí na frente”. João foi até a rua, voltou
e disse:
-
“É uma fila enorme de caminhões que está passando aí na frente”. O diretor
perguntou:
-
“O que eles estão levando”? João voltou à rua e retornando disse:
-
“São caixões”. O diretor perguntou:
-
“Caixões com o quê”? João voltou à rua e retornando disse:
-
“Não dá pra ver, estão fechados”.
O
diretor perguntou:
-
“Para onde vão os caminhões?”
João
voltou à rua e retornando disse:
-
“Vão para a direção leste”.
O
diretor disse a João:
-
“Acho que posso dar uma resposta ao seu pedido de promoção. Aguarde um pouco
aqui na minha sala...
”
João ficou radiante esperando, enquanto o diretor chamou Antônio e
perguntou-lhe:
-
“Antônio, por favor, tem um barulho aí na rua em frente. Veja o que é para
mim”.
Cinco
minutos depois, Antônio voltou ao diretor e disse:
-
“São nove caminhões carregados de caixas com artefatos de ferro da Siqueira e
Cia. Fazem parte de uma encomenda que a empresa está mandando para São Paulo.
Esta manhã passaram outros dez caminhões com a mesma carga. O carregamento é
consignado à firma Zanon Oliveira Ltda, da cidade de Cascavel no Paraná”.
O
diretor agradeceu a Antônio e com um sorriso, virou-se para João e limitou-se a
apenas dizer-lhe:
-
“Entendeu por que Antônio foi promovido?”
Esta estória
pode dar a resposta exata de porque determinada promoção ou aumento salarial não
ocorre. João fazia exatamente o que o chefe pedia a cada momento, mas não
conseguia lhe trazer a resposta desejada. Portanto, ter 5 ou 10 anos de empresa
a mais ou fazer exatamente o que o chefe pede, nem sempre representa
competência e tampouco seja motivo para reconhecimento profissional.
Cada vez mais
estão sendo exigidos comportamentos e atitudes diferentes dos profissionais que
atendam e surpreendam as expectativas dos clientes internos (colegas, chefes,
diretores e etc.) e dos clientes externos (clientes, empresas, terceiros e
etc.).
O fato é que
muitas vezes nos acomodamos e acreditamos que aquilo que sempre fizemos irá nos
manter no cargo ou hierarquia que ocupamos, sem darmos conta de que outros
profissionais (mais jovens, de regiões diferentes, com conhecimento,
expectativas e atitudes diferentes) acabam por "atropelar" nossa
tímida e acomodada situação dentro da empresa.
É preciso
estarmos sintonizados com o que acontece no mundo, de atualizarmos
constantemente, seja através de formação acadêmica (graduação, pós-graduação e
etc.), de leituras que façam incrementar nosso conhecimento técnico e geral, de
trocarmos informações com profissionais da mesma área ou não, de enfrentarmos
desafios que irão possibilitar desenvolvermos outras habilidades e competências
profissionais, enfim, de estabelecer metas e nos dedicarmos àquilo que temos
como objetivos, independentemente se há ou não o patrocínio da empresa.
Se a empresa não
ajuda ou não pode ajudar, é preciso buscar outras formas de atingir este desensolvimento
através de órgãos governamentais que promovem o desenvolvimento profissional
aos que não possuem capacidade financeira para tanto, bem como as entidades
filantrópicas e não governamentais que também desenvolvem atividades voltadas à
capacitação profissional.
Por isso é
sempre importante tirarmos de grandes exemplos (conforme link abaixo), a fonte
de nossas aspirações, de nossas mudanças como profissionais e cidadãos. São
exemplos como este que deveriam nos mover em busca de aprimoramento e aperfeiçoamento,
para que uma promoção ou aumento salarial sejam apenas uma conseqüência daquilo
que realizamos profissionalmente e não um fim em si mesmo.